Pablo - 112 / Nivaldo - Ypiranga

Celebridades do Futebol Society

Por Valter Vaders | 16.07 - 21hs 57min | Atualizado em 15.07 - 22hs 58min | Lida 748 vezes.


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Identificando

 

 

Pablo

Nome: Pablo German Rossi 

Idade: 40 anos

Natural de: Buenos Aires / Argentina

Altura / peso: 1,82 / 78 Kg

Estado civil: Casado

Clube do coração: Santos e Boca Juniors 

 

Nivaldo

 

Nome: Nivaldo Ruaro

Idade: 37 anos

Natural de: São Paulo / SP

Altura / peso: 1,75 m / 98 kg

Estado civil: Casado

Clube do coração: Corinthians e Ypiranga

 

 Abrindo o jogo

 

Quando e como foi o inicio de vocês no futebol?

 

Pablo: Com cinco anos na escolinha do Talleres de Cordoba. Joguei três anos, até me mudar para o Brasil

 

Nivaldo: Quando criança jogava futebol na escola e na rua com a molecada, apenas com 14 anos comecei a treinar Futebol de Campo no time do COTP (Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa) em um projeto da Prefeitura de São Paulo.

 

Quais equipes já defenderam?

 

Pablo: Base do Talleres / Clube Ypiranga em Erexim, no Rio Grande do Sul (dos 9 aos11) / Palestra de S.B. Campo dos 16 aos 19 / Tc Company dos 24 aos 38 e 112 FS desde 2008

 

Nivaldo: COTP (Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa) de 1988 – 1990, Clube Atlético Ypiranga de 1991 – 1992 em ambas as equipes jogava como lateral direito, depois desisti de tentar carreira como jogador, comecei a trabalhar, pois perdi meu pai muito cedo e a partir de então somente equipes amadores: futsal pela equipe Bem Bolado do Ipiranga de 1994 – 2008 depois quando passamos para o Society o Ypiranga F.C. Society de 2008 até a presente data.

 

Vocês são jogadores e dirigentes, como administrar uma equipe ainda jogando? Como separar as funções?

 

Pablo: É bastante difícil, pois quando você ainda joga a vontade é pensar apenas nisto, mas infelizmente temos que pensar no melhor para o time e fazer com que jogue quem esteja melhor. A filosofia no112 é bastante simples. Sem privilégios, joga quem estiver melhor

 

Nivaldo: Minha função como dirigente na equipe Ypiranga é mais administrativa, extra campo, pois dentro das quatro linhas atuo apenas como jogador, sendo que o comando da equipe fica a cargo do meu parceiro Henrique que atua como técnico da equipe. É ele quem escala a equipe, faz as trocas, etc. Apenas o substituo esporadicamente na sua ausência.

 

Como passaram a dirigentes? Não à uma hora da parada, de para de jogar? Já pensaram nisto?

 

 

Pablo: A passagem para dirigente foi algo bem natural, pois fui um dos fundadores do time, além do fato de minha carreira profissional ter progredido para cargos de liderança de pessoas o que ajudou a facilitar.  Quanto a parar de jogar, como tudo em minha vida encaro com naturalidade. Não sou saudosista e vivo cada momento e ciclo da minha vida olhando sempre para frente e sabendo que temos que nos adaptar a cada um desses ciclos. Espero jogar ainda uns três anos em nível competitivo (se meu púbis deixar, lesão de quadril / púbis e adutor e parado desde janeiro deste ano) Muita fisioterapia para tentar evitar uma operação

 

Nivaldo: Em 1994, quando fundamos a equipe éramos quatro dirigentes e com a saída de dois deles eu e o Henrique assumimos literalmente a direção da equipe, pois caso contrário a mesma não existiria mais. Quanto à hora de parar de jogar, acho que virá naturalmente, e também terei que encarar com naturalidade, claro que se dependesse de mim jamais pararia, mas como nosso corpo e físico são limitados, jogarei até minhas pernas agüentarem.

 

O que dá mais prazer, jogar ou dirigir uma equipe?

 

 

Pablo: Ainda jogar, mas estou pegando gosto por dirigir a equipe

 

Nivaldo: Sem dúvida nenhuma que jogar é mais prazeroso, pois dirigir uma equipe é muita responsabilidade, porque administrar pessoas é muito difícil e complicado.

 

Como vocês conheceram a Futliga? O que vocês acham dela? 

 

 

Pablo: Através de um amigo. Excelente nível e muita organizada e com pessoas serias e verdadeiros lideres que a engrandecem. Eu estou falando de pessoas de times que são bastante ativas no desenvolvimento do Society. Não vou citar nomes, pois são muitos.

 

Nivaldo: Conheci a Futliga através de outras equipes que eram filiadas a ela. Acho muito interessante o formato desse sistema de marcação de jogos que a Futliga e seus idealizadores, Sergio, Ângelo e Ricardo desenvolveram, mas, em minha opinião ainda faltam alguns ajustes a serem feitos, porém acredito que aos poucos serão todos sanados, principalmente por contarem com a ajuda dos integrantes de várias equipes que participam ativamente para o progresso desta Liga.

 

 

Vocês integram duas das melhores equipes de São Paulo. Contem-nos como elas surgiram, resumam a história de cada uma delas.

 

Pablo: O 112 nasceu em 1990 (com outro nome: Tc Company) e era um grupo de amigos que disputava um rachão todo final de semana. Mesmo time todo final de semana até um time ter 10 vitorias. Nível muito alto, saia faísca, pois ninguém queria perder. Jogávamos campo algumas vezes, sempre dando muito trabalho aos adversários

 

Nivaldo: A equipe Ypiranga F. C. foi fundada em 1994, mais precisamente em 31 de outubro de 1994, data em que a primeira formação entrou em quadra para disputar uma partida de futsal pela Liga do Batalha e tinha o nome de Bem Bolado do Ipiranga. Em meados de 2005 nos filiamos a Futliga, ainda jogando apenas futsal e em 2008 migramos do futsal para o futebol society, foi quando mudamos o nome da equipe para Ypiranga F.C., pois na época já havia na Futliga cerca de três equipes com o nome de Bem Bolado e assim ficou até hoje, só não mudamos o distintivo.

 

Vocês disputam campeonatos em diversas entidades. O que acham destes campeonatos? Qual o objetivo das suas equipes? Existe uma entidade que seja a melhor? Qual o motivo?

 

Pablo: Gosto da FPC7 que tem pessoas serias e percebe-se que tem uma grande preocupação com que as equipes se estruturem e cresçam de uma maneira organizada.

Quanto os objetivos do 112, vamos nos organizar para em médio prazo estar disputando a 1ª divisão do Paulista em 2013, além de um projeto social que esta começando a sair da gaveta com crianças de baixa renda e ligado ao Futebol. Espero que até Janeiro de 2011 o projeto já possa estar de pé.

 

Nivaldo: Conhecemos várias entidades que organizam campeonatos de futebol society, mas até o momento só participamos das duas últimas edições da Copa dos Campeões pela Futliga e Campeonato Paulista pela FPC7, portanto não tenho como opinar sobre as demais entidades. Ambas as entidades são bem organizadas, mas com foco diferente uma da outra, a Futliga é focada em marcações de jogos, já a FPC7 tem como foco a organização de campeonatos e em minha opinião, tem uma boa estrutura, profissionais e dirigentes muito competentes.

Quanto aos objetivos da diretoria da equipe é de tentar levar ao Ypiranga F.C. à elite do futebol society, e sabemos que isso será uma tarefa árdua e difícil, mas é um sonho que tanto eu como o Henrique e que de degrau em degrau chegaremos lá.

 

Pela Futliga há a Copa dos Campeões e vocês já participaram dela, o que acham dela?

 

 

Pablo: È a cereja do bolo de um ano de disputa. Para equipes competitivas é a motivação para jogar o ano inteiro. Muito bem organizada pelo Mundo do Society este ano.

 

Nivaldo: A Copa dos Campeões é uma motivação a mais às equipes filiadas à Futliga, que fazem de tudo para no final do ano estar bem posicionadas no Ranking e poderem participar desta difícil competição.

 

Quais são as maiores dificuldades que um dirigente encontra numa equipe?

 

 

Pablo: Fazer com que as pessoas parem de pensar individualmente e pensem como time e como grupo, respeitando a instituição e os companheiros

 

 

Nivaldo: Acho que a maior dificuldade de um dirigente em uma equipe é administrar, gerir pessoas, pois são aproximadamente 20 a 30 cabeças que pensam diferentemente uma das outras e com opiniões diferentes umas das outras. Também é difícil fazer com que cada um intenda que futebol é um esporte coletivo, que todos devem participar de forma coletiva e não individualista.

 

Quais são as maiores alegrias que vocês já viveram no futebol?

 

Pablo: Eu pessoalmente um titulo de sub 13 no Campeonato Gaucho onde fiz nove gols no Campeonato, e o 112 FS por ser muito nova a Copa 7 Society deste ano.

 

Nivaldo: Ver o Ypiranga na final da Copa dos Campeões de 2010 foi uma grande alegria e o reconhecimento de um trabalho do ano todo, fomos Vice-campeões em um jogo eletrizante, contra uma grande equipe (100 Compromisso), onde perdemos o título nos pênaltis, mas conquistamos o respeito de muitas equipes que não acreditavam na nossa equipe.

 

E tristezas?

 

Pablo: Alemanha 4 X 0 Argentina na Copa de 2010. Estava atrás do Gol onde a Alemanha fez 3 gols no 2º tempo e no meio da Torcida Alemã que não parava de cantar “Who is Messi” (Quem é Messi)

 

Nivaldo: Não aguento mais esses santistas, palmeirenses e são-paulinos tirando sarro, acho que a maior tristeza é saber que o Corinthians ainda não ganhou a Libertadores e nessa última edição perder para o Tolima foi decepcionante, que time é esse que nem sabia que existia.

 

Vocês são representantes da zona sul, que tem várias equipes em destaque. É possível afirmar que a zona sul comanda atualmente o Society paulistano? Qual a região de São Paulo comanda o Society?  E dentre os mandantes da Futliga, há este domínio? E nos visitantes, qual região domina?

 

Pablo: Tá querendo me comprometer Valter (rsrsrs) A Zona sul cresceu muito, tem o Feitissu dos meus amigos Marcio, Cris e Jean, um time muito rápido e ofensivo e com um Zagueiro (Pi) que para mim é o melhor de toda a Liga. O Primus que já tem muita tradição, além do Bohemios que esta se re-estruturando e ainda vai dar muito trabalho. Sem contar o Zangão, Esperanto, Ajax Saúde, Irmandade, etc.. Mas o Yppitus esta em outro nível. É de tirar o chapéu a forma e seriedade que o Henrique, Nivaldo, Pedro e Danilo estão tocando o projeto. De amador não tem nada!

Mas respondendo a sua pergunta vejo um grande equilíbrio dos principais times independente da região. Tem pelo menos entre mandantes e visitantes uns 25 times em nível muito parecido...

 

Nivaldo: Acho que ainda há um equilíbrio muito grande entre as regiões, portanto não posso afirmar que a zona sul é que comanda o Society Paulistano, mas a meu ver, nos últimos dois anos houve um crescimento considerável do nível competitivo das equipes da zona sul. Só no Ipiranga além de nós, temos o 112, Feitissu, Zangão, Out Back, Primus, Bohemios, Amigos da Vila Carioca e Vai Kem Ké. Na região do Jabaquara temos o Irmandade e Ajax da Saúde, no Morumbi o Esperanto. Quanto à Futliga, basta analisarmos a última edição da Copa dos Campeões e Copa Mundo do Society, que entre os finalistas havia duas equipes da Zona Sul, o Feitissu e Ypiranga onde fomos vice-campeões e o Feitissu Campeão.

 

Vocês jogam no mesmo complexo esportivo, a Arena Sport Brasil. O que acham dele? Qual o melhor complexo que vocês conhecem?

 

 

Pablo: No aspecto a quadra é muito boa, jogamos no “Estádio“, campo com as maiores dimensões de São Paulo e para quem gosta de correr não tem lugar melhor. Quanto à estrutura do complexo, tem como quase todos, muitas coisas a melhorar, mas ano a ano está progredindo.

Para mim o complexo em que joga o Por Akaso em São Bernardo, é o melhor de SP.

 

Nivaldo: A Arena Sport Brasil é um complexo esportivo com uma estrutura formidável, pois não é por acaso que os jogos do Campeonato Paulista tanto da FPC7 quanto da FPFS são disputados na Arena. Em minha opinião ela é o melhor complexo esportivo que conheço até o momento para a prática do futebol society.

 

Vocês jogam como mandantes e visitantes. Qual é mais fácil? Qual é mais divertido? O que não gostaram como visitantes e o que não gostam como mandantes?

 

Pablo: Com certeza jogar como mandante é mais fácil, mas jogar como visitante é muito mais divertido. A responsabilidade é menor, principalmente para quem lidera o time, que, quando joga em casa, tem que se preocupar em receber bem, fazer com que as pessoas se sintam em casa e estar antenado a tudo que cerca o jogo. O que mais nos incomoda é que mesmo jogando com juiz federado e fazendo questão de pagar 100%, sempre escutamos que o juiz é da casa, que esta metendo a mão. Isso por que toda semana é um juiz diferente. Da ultima vez que escutei isto, não agüentei e falei pro adversário: Fique a vontade em pagar o juiz! O cara tava falando que por pagarmos o valor integral, o juiz estava do nosso lado. Disse a ele, não seja por isso pode pagar a metade... (rsrsr)

 

Nivaldo: Jogar como mandante é muito mais fácil e acaba se tornando divertido, pois a equipe já conhece a quadra e está acostumada a jogar nela, o jogo flui naturalmente, mas também gostamos de jogar como visitantes principalmente contra equipes que sabem receber bem o adversário e que nos respeita. O que nos chateia de jogar como visitantes é quando acordamos cedo em pleno domingo, atravessamos a cidade inteira e a equipe nos recebe mal, quando tomamos pancada e ainda temos que jogar contra o juiz (apito amigo).

 

O que deve fazer um bom anfitrião?

 

Pablo: Deixar o adversário à vontade e jogar sempre com juiz federado.

 

Nivaldo: Respeitar a equipe adversária seja quem for e seja qual for o nível de competitividade, forte ou fraca não importa, tem que haver respeito mútuo.

 

E um bom visitante?

 

Pablo: Manter a boca fechada quando estiver ganhando e não menosprezar o adversário. Jogar bola

 

Nivaldo: Idem ao anfitrião.

 

Vocês estão disputando a Copa Percorrendo a Cidade. O que acham desta competição?

 

Pablo: Excelente iniciativa para integrar mais os times e as amizades

 

Nivaldo: Achei muito inteligente a forma de disputa, onde não há um favorecimento, pois temos que jogar fora também, além de um custo baixo, só acho que os membros organizadores deveriam estar presentes em todos os jogos disputados.

 

Vocês são parceiros? As duas equipes se ajudam? Como? O que falta para as equipes da Futliga em matéria de ajuda, de parceria?

 

Pablo: Temos uma relação de respeito, mas não nos ajudamos. Quanto à 2ª pergunta, acho que antes de ajuda e parceria financeira falta para algumas equipes da Futliga códigos de conduta e disciplina mais rígidos. Todos devem ser tratados igualmente, independentemente de ter mais qualidade do que outro. Independentemente de ser esporte amador, se prevalecer o favorecimento individual em detrimento do grupo, nada vai para frente. Pensamento de grupo acima do pensamento individual. Quem conseguir isto vai longe, pois qualidade individual tem sobrando em todos os lados

 

Nivaldo: As duas equipes são bem independentes, não há nenhum tipo de ajuda entre elas, mas como o Pablo disse há uma relação de respeito. Acho que um bom exemplo de parceria seria quando a equipe estiver sem jogo para uma determinada data a outra se oferecesse para visitá-la e vice-versa.

 

Jogar tão próximos gera rivalidade? Há este espírito entre ambas as equipes?

 

Pablo: Apesar de termos jogado apenas um jogo (dois quadros) gera rivalidade sim. Quando acabar o jogo, acho que tudo voltaria ao normal, mas durante a partida o ambiente seria bem tenso...

 

Nivaldo: Gera uma rivalidade saudável, apenas dentro das quatro linhas, no calor do jogo, mas não como gladiadores, depois do jogo tudo volta ao normal, somos bons vizinhos.

 

Quais as equipes que vocês consideram vossas concorrentes diretas pela hegemonia do Society paulistano? Quais as melhores atualmente, dentre todas as entidades? E na Futliga, quais mandantes e quais visitantes se destacam?  .

 

Pablo: Tem muito time de alto nível! Na Futliga o Vitória do Claudião que consegue levar 40 boleiros para um festival (Qual o segredo Claudião?). Liberdade do Bebé/Vieira que está crescendo muito organizado, o Ajax da Robertina, do Perna é para mim um dos times mais táticos da Liga, O Franco Par do Dudu e Rene que esta em todas, o 100 compromisso do Xepa/Dinho não precisa comentários, o Feitissu, Ypittus, Gol de Placa, Gandaeiros, Viralatas do grande Cristian, o Esquadrão do apaixonado Ramon, que esta crescendo muito, Titans; Itamaraty do querido Dida, Manchester, Renegados, União R-10, o Rio Branco do meu xará Pablo, Penarol (time copeiro), o Primus (a molecada joga muito), o Sem Limite do Zé Maria, o Porto, Albinegros do Rafa, Milan do Neto; Amadores, o Time do Xepinha (Liga Nois), o Ajax Saúde do Paulo

Um time que vai crescer muito se continuar nesta pegada é o Leões da Cerva. Na FPC7 considero a Leograf, o Maresia, JC Heleno e Soccer da Mooca como grandes exemplos

 

Nivaldo: Acho que todas às equipes são concorrentes entre si, pois se não houver competição não tem graça. Quanto às melhores equipes na atualidade, são muitas, não dá para dizer que tal equipe é a melhor, há um equilíbrio muito grande. Na Futliga a mesma coisa, tanto mandantes como visitantes, são muitas equipes que se destacam, mas prefiro não citar nomes, pois com certeza vou esquecer alguma e cometer uma injustiça.

 

Há pouco tempo atrás houve a fusão entre o Ypiranga e o Mittus, duas equipes que já dominavam o cenário do Society. Qual o objetivo desta fusão e como surgiu esta idéia?

 

Nivaldo: A idéia surgiu logo depois da Copa dos Campeões, quando o Danilo e o Pedro entraram em contato com o Henrique e sugeriram a parceria com o objetivo de disputar o Circuito Nacional pela CBF7 e a 1ª divisão do Campeonato Paulista pela FPC7.

 

Qual a avaliação desta fusão até agora? Está dentro do previsto? Os objetivos estão sendo alcançados? Há algum tipo de arrependimento por parte do Ypiranga? E por parte do Mittus, você sente algum sentimento de arrependimento, de insatisfação?

 

Nivaldo: Infelizmente a fusão durou apenas 3 meses, pois logo após nossa primeira derrota na 1ª divisão do Paulista para a equipe do Maresia por 4 x 0, houve um descontentamento de alguns integrantes do Mittus, começou a aparecer algumas diferenças de pensamentos e para nossa surpresa todos os integrantes do Ypiranga foram convidados a se desligar da equipe Ypittus e foi o que aconteceu, os atletas e comissão técnica do Ypiranga saíram, terminando assim a fusão entre as equipe Ypiranga e Mittus. Da nossa parte não há arrependimento nenhum, pois tudo na vida vale como aprendizado e sabemos que deixamos alguns amigos por lá. E assim a vida segue, nós continuamos na Futliga e o Mittus continua disputando o Campeonato Paulista.

 

O 112 chegou forte e logo de cara mostrou a sua força na Futliga, sendo campeão do 1º semestre de 2.010 e ficando em 4º lugar no geral, ainda no seu 1º ano de liga. Qual o motivo deste sucesso? Isto era parte do plano, já havia sido programado?

 

Pablo: O segredo do sucesso está fora do campo. Ordem, disciplina e respeito, pois qualidade tem em todo o lugar. Além disto, privilegiamos desde o inicio o padrão tático, todos sabem o que tem que fazer no campo, sempre tem que ter 5 jogadores atrás da linha da bola, somente o pivô sem responsabilidade de marcar. O resto tem que lutar o tempo todo quando estiver sem a bola.

 

O 112 se sagrou campeão recentemente pela FPC7, jogando na Arena. Qual o segredo desta conquista e qual o legado que ficou para o 112 e para os demais concorrentes?

 

Pablo: Padrão tático e respeito pelos adversários, e muita, mas muita vontade de ganhar. Precisávamos de um titulo para continuar evoluindo, todos sabiam disto e de dedicaram acima do normal.

 

O que vocês acham do Jogo das Estrelas? Pablo, você foi um dos parceiros do evento deste ano, por quê? Havia interesse de retorno? Qual?

 

Pablo: Excelente iniciativa e deve ser explorada com mais intensidade neste ano.

Quanto à parceria, não havia nenhum interesse de retorno, disse inclusive que nem queria que divulgassem o meu nome. Ajudei, pois sei o quanto de dedicação e de seriedade há nas pessoas do Mundo do Society, que ajudam a levar o esporte para frente. Toda e qualquer ação que envolve esporte e é tocada por gente séria tem o meu apoio e respeito e tento ajudar no que posso.

 

Nivaldo: Acho uma boa iniciativa como evento de confraternização do final de ano entre os participantes das equipes filiadas à Futliga, mas acrescentaria também o Jogo dos Dirigentes, só assim eu teria condições de participar, iam ver um bando de barrigudos, assim como eu, correndo atrás da bola!

 

Qual o objetivo de cada um? Como jogador e como dirigente.

 

Pablo: Como jogador mais uns dois ou três aninhos em bom nível (se o Púbis deixar) e como dirigente, pelo amor que tenho ao Futebol, não só pelo esporte, mas pelo cunho social que tem, o objetivo é levar o 112 para o topo do futebol Society, junto com o projeto social com crianças (o 112 FS Categorias de Base)

 

Nivaldo: Como jogador eu vou jogar até quando minhas pernas deixarem e até meu corpo físico aguentar, como dirigente, junto com o Henrique, temos muitas idéias e projetos a desenvolver, mas acho que só para o ano que vem. Neste ano o foco será a Copa dos Campeões.

 

Qual a dica que vocês deixam para os atuais dirigentes do futebol amador?

 

Pablo: Tratem todos da mesma forma com clareza e justiça e sem favorecimentos individuais e coloquem regras de conduta e de respeito para com o grupo e com a instituição. Difícil todos os jogadores entenderem isto, mas se apenas poucos entenderem, podem ter certeza que será um aprendizado que muito lhe ajudará para tudo o que estas pessoas fizerem na vida, seja pessoal, familiar ou profissional

 

Nivaldo: O futebol é um esporte coletivo, se você conseguir fazer com que todos ou a maioria da sua equipe intenda isso já é um grande passo, pois é melhor ter um grupo com espírito de equipe, que se respeitam em quadra e que jogam um para o outro do que ter um atleta individualista e que tenta resolver tudo sozinho. Em minha opinião, sozinho não se chega a nenhum lugar, você só alcançará um objetivo se trabalhar em equipe!

 

 

Toque-Rápido

 

Um anjo

 

Pablo: A minha esposa que me tirou das drogas aos 17 anos (ela tinha 13)

 

Nivaldo: Minha linda esposa.

 

Uma inspiração

 

Pablo: Tudo relacionado a Futebol

 

Nivaldo: Deus

 

Uma fraqueza

 

Pablo: Não suporto dor, uma simples dor de cabeça me desmonta 

 

Nivaldo: Medo da morte, ou melhor, de como será minha passagem para o outro lado!

 

Uma dúvida

 

Pablo: Santos ou Boca Juniors

 

Nivaldo: Não me lembro de nenhuma.

 

Um sucesso

 

Pablo: Meu casamento e minhas filhinhas gêmeas de 2 anos (Ana Clara e Isabela)

 

Nivaldo: Meu casamento.

 

Um baque

 

Pablo: A doença da minha mãe e a ver ela sofrendo muito...

 

Nivaldo: Ver o sofrimento das pessoas e não poder fazer nada para ajudar. Isso me derruba.

 

Um exagero

 

Pablo: Cobro muito das pessoas que sei que tem potencial e às vezes exagero

 

Nivaldo: Adoro comer e muitas vezes exageradamente, principalmente pizza!

 

Uma vaidade

 

Pablo: Terror por barriga. Abdominal todo dia!

 

Nivaldo: Não sou vaidoso, só me preocupo um pouco com meu cabelo, pois já sou barrigudo, careca ninguém merece. Minha esposa me dá as contas!

 

Um amuleto de sorte

 

Pablo: Minha cabeça (penso somente positivo e encaro os problemas como oportunidades)

 

Nivaldo: Um Buda que ganhei, diz à lenda que trás sorte!

 

Uma saída de emergência

 

Pablo: A Minha esposa

 

 

Nivaldo: Minha família.

 

Uma explosão de alegria

 

Pablo: Férias com a Familia

 

Nivaldo: Corinthians, campeão da Libertadores!

 

Um desafio

 

Pablo: Projeto Social do 112 FS

 

Nivaldo: A vida.

 

Uma coleção

 

Pablo: 280 Camisas de Futebol e todas de times estrangeiros (todas penduradas em cabides individuais)

 

Nivaldo: Filmes em DVD, Cédulas e moedas antigas.

 

Um filme

 

Pablo: O Silencio dos Inocentes

 

Nivaldo: São tantos, mas fico com Cidade dos Anjos (a trilha sonora é fantástica)

 

Um livro:

 

Pablo: Todos relacionados a historias do Futebol (Historia das Copas do Mundo). Tenho vários!

 

Nivaldo: O Último Templário

 

Uma música

 

Pablo: Faroeste Caboclo (Legião Urbana)

 

Nivaldo: Difícil escolher uma, pode ser duas? Wish You Were Here (Pink Floyd) e Stairway to Heaven (Led Zeppelin)

 

Um desenho animado

 

Pablo: Speed Racer

 

Nivaldo: Os Flintstones e Caverna do Dragão.

 

A melhor jogada

 

Pablo: Viver a vida como ela é, Simples...

 

Nivaldo: Esquecer o passado, viver o hoje e esperar o amanhã. O futuro a Deus pertence!

 

Uma carta na manga

 

Pablo: Não tenho...

 

Nivaldo: Serei pego de surpresa, pois não tenho nenhuma carta na manga.

 

Considerações Finais:

 

Pablo: Obrigado pela oportunidade de poder mostrar um pouco mais da história do 112 FS e dos nossos objetivos. Parabéns a todos os integrantes do Mundo do Society pelo trabalho sério que realizam. Tenho um grande respeito por vocês: Zé Maria /Valter /Perna/ Adriano /Cisco/Léo/Alexandre. Continuem com suas crenças e trabalho que vão longe.

 

 

Nivaldo: Gostaria de agradecer em primeiro plano a Deus que é tudo em nossas vidas, a minha família que sempre me apoio, minha querida esposa Lucilene por estar sempre ao meu lado nos bons e maus momentos, a todos os amigos e integrantes do Ypiranga por aguentar minha chatice, e a toda equipe Mundo do Society (Zé Maria, Adriano, Cisco, Leo, Perna, Alexandre) em especial ao Valter que me entrevistou e me proporcionou esta oportunidade de expor um pouco da minha vida, da minha personalidade e também da história e filosofia da equipe Ypiranga F.C. Society e aproveitando o espaço, gostaria também de parabenizá-los pela iniciativa e pelo trabalho que vocês realizam para engrandecer ainda mais o Futebol Society.

 



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